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ANAC muda regras para powerbanks em aviões e reforça limites de segurança

A ANAC lançou novas regras para o transporte de powerbanks no avião, com limites quantitativos e técnicos, seguindo padrões internacionais da ICAO. Isso sinaliza uma maior atenção à segurança e regulamentação do transporte de dispositivos eletrônicos.

Por Wunno
28 de abril de 2026
ANAC muda regras para powerbanks em aviões e reforça limites de segurança

A ANAC atualizou as regras para o transporte de powerbanks em voos no Brasil, deixando mais claros os limites técnicos e a quantidade permitida por passageiro. A mudança acompanha padrões internacionais da aviação e mira principalmente a segurança dentro das aeronaves.

Na prática, o carregador portátil continua podendo viajar com você, mas agora com regras mais rígidas. E sim, aquele powerbank parrudo que parece capaz de recarregar uma cidade pequena pode virar problema antes mesmo do embarque.

O que muda para os passageiros?

A principal mudança é que cada passageiro poderá transportar no máximo dois powerbanks. Além disso, os dispositivos devem ir obrigatoriamente na bagagem de mão, e não na mala despachada.

Essa regra da bagagem de mão já existia, mas agora foi reforçada dentro da nova atualização. O motivo é simples: se uma bateria de lítio superaquece ou apresenta falha, é mais seguro que ela esteja na cabine, onde a tripulação consegue agir rapidamente.

É aquele tipo de regra que parece chata até você lembrar que bateria de lítio não combina muito bem com “vamos ver no que dá” a 10 mil metros de altura.

Powerbank ao lado de mala de viagem em aeroporto

Limite de capacidade também ficou mais claro

A ANAC estabeleceu que powerbanks com capacidade de até 100 Wh podem ser transportados sem autorização adicional, desde que respeitem as demais regras.

Já os modelos entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização prévia da companhia aérea. Acima de 160 Wh, o transporte é proibido em voos comerciais, e o item pode precisar ser descartado antes da entrada na aeronave.

Ou seja: antes de viajar, vale olhar a etiqueta do carregador. Muitos modelos mostram a capacidade em mAh, mas companhias aéreas e órgãos reguladores costumam trabalhar com Wh. Se o passageiro não souber identificar, o ideal é consultar a fabricante ou a própria empresa aérea antes do voo.

Também muda o uso durante o voo

Outro ponto importante é que os powerbanks não devem ser usados para carregar outros eletrônicos durante o voo. A ANAC também proíbe recarregar o próprio powerbank a bordo da aeronave.

Além disso, os dispositivos precisam estar protegidos contra curto-circuito. Isso pode ser feito mantendo o powerbank na embalagem original ou com os terminais isolados, evitando contato com objetos metálicos dentro da mochila.

Na linguagem do passageiro comum: nada de jogar o carregador portátil solto no fundo da bolsa junto com chave, moeda, cabo torto, fone embolado e aquele pacote de bala que sobrevive desde 2022.

Por que a regra ficou mais rígida?

A atualização acontece em um momento de maior atenção global aos riscos envolvendo baterias de lítio. Esse tipo de bateria está presente em celulares, notebooks, tablets, fones sem fio e powerbanks, mas pode apresentar risco de superaquecimento em caso de defeito, dano físico ou mau uso.

Segundo a ANAC, as novas regras seguem especificações internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional, conhecida pela sigla ICAO ou OACI em português. A ideia é padronizar o transporte desses itens e reduzir riscos dentro das aeronaves.

Companhias podem ser ainda mais rígidas

Mesmo com as regras gerais definidas pela ANAC, as companhias aéreas podem adotar medidas mais restritivas. Por isso, quem pretende viajar com powerbank deve consultar a empresa antes do embarque, principalmente se o carregador tiver capacidade mais alta.

Isso evita aquela cena triste no aeroporto: você, seu voo chamando, o funcionário explicando a regra, e seu powerbank caro encarando o descarte como se fosse final dramático de filme sci-fi.

Por que isso importa?

A mudança mostra que o transporte de eletrônicos está entrando em uma fase mais regulada. Com cada vez mais dispositivos usando baterias de alta capacidade, a aviação precisa equilibrar praticidade para o passageiro e segurança para todos a bordo.

Para quem viaja, a dica é simples: leve no máximo dois powerbanks, mantenha tudo na bagagem de mão, confira a capacidade antes de sair de casa e evite usar ou recarregar o acessório durante o voo.

No fim, o powerbank continua sendo o melhor amigo de quem passa horas em aeroporto, mas agora ele precisa viajar comportado. Nada de cosplay de reator arc dentro da mochila.

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