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Starlink no celular: 46% dos aparelhos terão conexão até 2030!

A Counterpoint Research prevê que 46% dos celulares terão conexão via satélite até 2030, impulsionada por dispositivos premium. Isso representa uma mudança significativa no mercado mobile.

Por Wunno
29 de abril de 2026
Starlink no celular: 46% dos aparelhos terão conexão até 2030!

A conexão via satélite nos celulares deve deixar de ser aquele recurso premium que quase ninguém usa e virar algo bem mais comum até o fim da década. Segundo a Counterpoint Research, smartphones com suporte a redes não terrestres, as chamadas NTN, podem representar 46% dos envios globais até 2030.

Traduzindo sem o perfume de relatório corporativo: quase metade dos celulares vendidos no mundo pode vir preparada para se comunicar com satélites. Não é pouca coisa.

Satélite saindo do nicho

Hoje, esse tipo de conexão ainda aparece mais em aparelhos premium. Apple, Samsung, Google, Huawei e outras marcas estão testando caminhos diferentes, algumas com soluções próprias, outras olhando para padrões mais abertos ligados ao 3GPP.

O uso mais conhecido ainda é emergência. Aquele cenário em que o usuário está sem sinal de celular, longe de antenas comuns, e consegue enviar uma mensagem ou pedido de ajuda via satélite.

É útil. Mas ainda não é exatamente o recurso que faz alguém trocar de celular correndo. Pelo menos não agora.

Smartphone conectado a satélites em uma área sem cobertura móvel

O que falta para virar popular?

O problema é que a tecnologia ainda precisa de mais motivos para existir no dia a dia. Hoje, SOS e mensagens de emergência são importantes, mas limitados. Para chegar ao mercado intermediário, será preciso baratear chips, melhorar integração com operadoras e criar usos mais frequentes.

A Counterpoint aponta que a adoção em massa deve depender de evoluções nos padrões 3GPP. O Release 18 deve ajudar no segmento premium, enquanto uma presença mais forte em celulares intermediários deve acontecer só com o Release 19.

Ou seja: o futuro está vindo, mas ainda não chegou de foguete no bolso de todo mundo.

Apple saiu na frente, Android corre atrás

A Apple ajudou a popularizar essa conversa com os recursos via satélite no iPhone 14, usando parceria com a Globalstar. Depois disso, outras fabricantes começaram a se movimentar.

No Android, a disputa passa por Samsung, Google, Huawei, Xiaomi, OPPO, HONOR, vivo e fabricantes de chips como Qualcomm. Cada uma tenta encontrar um caminho para transformar satélite em recurso viável, sem deixar o preço do aparelho parecendo item de colecionador.

Também tem um detalhe curioso: a Amazon comprou a Globalstar, o que pode abrir espaço para novos modelos de serviço. Conectividade via satélite como assinatura? Pacote junto com outros serviços? Não duvide. Big tech adora transformar recurso em mensalidade.

O impacto no mercado mobile

Se a previsão se confirmar, o celular vai ganhar mais uma camada de independência. Não vai substituir a rede móvel tradicional, claro. Mas pode funcionar como apoio em áreas rurais, trilhas, estradas, viagens, emergências e locais onde o sinal simplesmente desaparece.

Para o Brasil, isso chama atenção. O país tem regiões enormes com cobertura instável ou inexistente. Um celular com conexão via satélite pode ser bem mais do que luxo em certos lugares.

Ainda falta preço, disponibilidade e serviço funcionando direito. Mas a direção é clara: o smartphone está deixando de depender só de antenas terrestres. Aos poucos, o sinal começa a olhar para cima.

O que fica disso

A previsão da Counterpoint mostra que conexão via satélite deve virar uma das próximas grandes disputas do mercado mobile. Primeiro nos modelos caros. Depois, se tudo der certo, nos intermediários.

Não é uma revolução para amanhã. Mas é uma mudança importante. O celular já virou câmera, carteira, banco, GPS, console portátil e escritório de bolso. Agora, quer virar também um rádio espacial de emergência.

E do jeito que as fabricantes gostam de vender novidade, pode apostar: em alguns anos, “conecta até onde não tem sinal” vai virar frase grande em propaganda de lançamento.

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